quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

NEW YEAR
Ontem, quando sai do cyber, fui ao hotel tomar banho e mudar de roupa para depois voltar a sair para ver os fogos. À saída fui perguntar ao senhor da recepção se me dava outro mapa porque eu tinha perdido (já um monte de vezes) o meu. O homem disse-me que não tinha mais nenhum, então eu pedi-lhe que me indicasse o caminho para o KLCC pois também já me tinha esquecido como se ia para lá. Entretanto estavam ali ao lado duas raparigas que me disseram que iam para lá e eu, aproveitador que sou, perguntei logo se não podia ir com elas. Elas disseram logo se sim e estabeleci ali logo conversa para o resto da noite. Pelo caminho perguntei a vida toda de cada uma delas. Uma delas era da Colômbia mas vivia em Sidney há 2 anos, a outra era Japonesa. A Colombiana chama-se Karina e era tão gorda como simpática. A Japonesa chama-se Shino e apesar de mais tímida também respondia a tudo. Ao fim de pouco tempo, ainda nem tínhamos chegado ao KLCC e já estávamos todos íntimos, como se nos conhecêssemos há um monte de tempo. A Karina tinha ido viajar para a Tailândia, Laos, Camboria e estava em KL há três dias. A Shino tinha chegado no dia anterior, tinha conhecido a Karina porque ficaram no mesmo quarto (um quarto com oito camas) e tinha vindo do Japão passando primeiro uns dias no Taipé. Eu lá estava a contar as minhas atribulações do dia anterior e a Karina a contar que lhe tinha acontecido praticamente o mesmo pois quando foi para o táxi no Camboria que a levou ao aeroporto, resolveu pagar o táxi com VISA e o taxista não tinha. Ela sem dinheiro na moeda local, resolveu pedir para pagar com a moeda que tinha. O taxista disse-lhe que isso não podia ser e mandou-a a uma ATM. Chegada à ATM, a máquina não dava dinheiro! Foi a uma casa de câmbio e não lhe trocavam o dinheiro porque era de manha muito cedo e ainda não tinham a cotação do dia da moeda. Ela doida, no aeroporto já e com voo dali a 20 minutos e sem dinheiro. Com a aflição que já estava, na casa de câmbio lá lhe resolveram o problema aceitando fazer a troca da moeda com a cotação do dia anterior…


A Karina é doida por fotos! Em tudo quanto era sitio lá tínhamos que parar para que ela tirasse o rabo-de-cavalo, ajeitasse o cabelo e posasse para a foto. Só as Petrona Towers ela deve ter tirado umas 30. Obvio que eu também era o que fazia, tendo obviamente a particularidade das minhas fotos terem que ser repetidas um monte de vezes pois eu não podia não ficar bem! Inclusivamente as fotos que tirei com elas, com as máquinas delas, passaram pela minha censura.

Às 22.30h já nós estávamos no KLCC, em frente às Petronas, a guardar lugar. Assim ficaríamos não fosse eu lembrar-me que não tinha jantado e que me tinha esquecido do dinheiro no hotel. Como estava com euros e com o VISA, deixei-as lá e fui à procura dum sítio para trocar os euros. Uma confusão de gente impossível. Quando voltei, começou a chover, outra confusão de gente a fugir da chuva, depois parou e lá voltámos para o nosso posto.

As torres, de noite são o máximo! Prateadas e todas iluminadas. Um calorão desgraçado…

A meia-noite era esperada olhando para o relógio que existia no cimo das torres. Quando chegou começaram também os fogos. ESPECTACULO! LINDO! Entretanto tinha começado a chover outra vez… Adorei esta passagem de ano. Quando é que eu havia de esperar passar o ano no outro lado do mundo, no meio de um calor desgraçado, todo molhado da chuva e acompanhado de uma Japonesa e de uma Colombiana que tinha acabado de conhecer há uma hora e meia atrás? Acho que foi este conjunto de coisas tão diferentes que fez aquilo tudo tão especial.

Depois andámos a passear pelas ruas, a apanhar com espuma e uma outra coisa cor-de-rosa que saía de um spray que eu não faço ideia o que era e eu doido há procura de uma cerveja. Lá acabei por comprar no meio da confusão nas ruas e fomos para o hotel conversar. Deitei-me às 4 da manha e às 6 já estava a pé para ir para o autocarro.

A viagem de seis horas para Singapura não me custou nada. Fui sentado num banco individual, logo ao lado do corredor, um monte de espaço entre o meu banco e o da frente, com televisão em todos os lugares e com serviço de almoço como se num avião estivesse. Parámos uma 1ª vez para que se pudesse ir comprar qualquer coisa (comprei um chocolate), depois uma segunda para passarmos pela fronteira da Malásia e, mais à frente, para passarmos pelo controlo na entrada de Singapura. Aqui desta vez tivemos que tirar tudo do autocarro, malas inclusive, e depois de tudo fiscalizado voltar a entrar. Dormi a viagem quase toda.

Quando cheguei a Singapura, o terminal era num hotel, fui perguntar se podia deixar ali os meus tarecos para ir passear e voltaria depois à noite para buscá-los. Disseram que não podia fazer isso, logo tive que ir para o aeroporto às 4 da tarde e ficar de seca até às 11 da noite. Nem a porra do check in podia fazer antes das 9 horas e estava carregadíssimo com as malas atrás. Fui pesá-las numa balança e tinha a mala grande com 28 Kg e a mochila com 7. Nisto o que resolvi fazer para não pagar excesso de bagagem? Abri a mala, tirei de lá um saco do Ikea que tinha levado, e enchi-o com 5 quilos. Depois, para não ir com a mochila carregadíssima resolvi tirar as bermudas e vestir as calças. Claro que tive que fazer este serviço em frente de toda a gente porque o carrinho com as malas não passava pela porta da casa de banho. Fiz o check in, não paguei nada e depois foi uma correria porque só tinha 2 horas para estar no freeshop e jantar. Andava eu por lá nas lojas, olho para o quadro das informações de embarque para ver se já tinha aparecido escrito “última chamada” e fiquei azul!!! A porta de embarque já estava fechada!!!!!!!!!!!!! Lá fui eu a correr por aqueles corredores a fora a pensar como era possível eu estar naquela situação depois de ter levado 7 horas no aeroporto à espera de embarcar. Lá cheguei, pedi à senhora que me deixasse entrar e lá deixou…

Beijos e Abraços

2 comentários:

SRRAJ disse...

oi,
eu já a imaginar-te em casa, e tu afinal ainda nessas andanças. quando voltas? bj

pedrocas disse...

Começo a achar que és louco. Mas fica-te bem, tal loucura. Para mim é mais hotel de luxo com tudo atempadamente reservado.