segunda-feira, 28 de abril de 2008


REGRESSO ATRIBULADO

Ontem, por volta das 17 horas, meti-me no carro em Lisboa com o objectivo de chegar ao Algarve (a casa da Kika para jantar) por volta das 19.30h. Parti dentro do horário e seria, portanto, previsível chegar dentro do horário, não me fossem acontecer uns imprevistosinhos...

Passei a ponte Vasco da Gama, continuei na auto-estrada e lá vou descansadíssimo quando olho para o meu lado direito e vejo um desvio para o Algarve. Tudo bem, não estivesse eu em cima do desvio e na faixa oposta. Resultado: dou por mim a seguir a caminho de Évora. Fiquei doido logo. Já pensava que teria que sair na próxima terra, pagar a portagem e estava sem saber se voltava a entrar na auto-estrada em sentido contrário ou se optava por fazer o resto do caminho pela estrada nacional. Andava, andava, andava e nem por nada que aparecia uma saída. Acabei por ver outra seta para o Algarve e, apesar de ter dado uma volta desnecessária, foi melhor do que ter saído da auto-estrada.

Continuei, pensando eu que tinha os meus problemas todos resolvidos quando me lembrei de sair em Grândola para poupar dinheiro na portagem. Distraí-me mais uma vez e deixei passar a saída... Continuei o caminho mas quando cheguei a Aljustrel, não pensei duas vezes e resolvi então sair. Paguei 11 euros e fiquei na dúvida se teria compensado sair da auto-estrada pelo dinheiro que iria poupar, uma vez que depois ainda teria de fazer o resto da serra. Entretanto a Kika tinha-me telefonado e eu ia com a atenção dividida entre a estrada e a conversa... Não sei portanto se a culpa do que se passou a seguir não terá sido da Kika... Passei por dentro de Aljustrel, não via indicações em lado nenhum para o Algarve e resolvi parar numa bomba de gasolina a perguntar o caminho. O Senhor disse-me que deveria continuar em frente e que ia lá dar. Não disse foi a que zona do Algarve ia dar!!!!! Conduzi, conduzi, conduzi e passava por um monte de terras que eu nunca tinha ouvido falar. A estrada era secundaríssima. Não tinha mapa das estradas nenhum no carro para me localizar. Estava, portanto, perdidíssimo mas continuava em frente. Volta e meia encontrava setas a dizer "Algarve" e lá as seguia sempre na esperança de chegar a Ourique ou outra terra qualquer que eu reconhecesse. Nada! Tudo estranho! Depois entro numa zona de curvas e contra-curvas que nunca mais acabava. Ou seja, estava no meio de uma Serra, com montes por todos os lados e a passar por tudo quanto eram localidades absolutamente desconhecidas para mim. Estava já com uma dor nas pernas que não me aguentava. A toda a hora estava a reduzir para terceira, segunda, terceira, quarta, terceira outra vez... Quase nunca aplicava a quinta... Um horror! Nisto encontro, pela primeira vez, um desvio para uma terra que eu conhecia... Castro Marim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nem queria acreditar no que lia na placa! Estava eu a entrar no Algarve na zona oposta à que seria suposta!!! Entretanto voltou a Kika a telefonar porque já era mais do que horas de eu ter chegado a casa dela e eu na zona oposta do Algarve. Depois pensei, apanho a Via do Infante em Faro ou Loulé e acabo por chegar a Silves num instante. E encontrar a Via do Infante???? Quando dou por mim, vejo uma seta a dizer Silves, enfiei-me por essa estrada e segui em frente. Outro erro!!! A estrada era ultra-secundária e fazia o percurso para Silves pelo interior. Nem um desviozito eu encontrava para sair dela e entrar na auto-estrada. Eu estava completamente possesso e arrependidíssimo de ter saído da auto-estrada em Aljustrel. O dinheiro que tinha poupado com aquele serviço mais que tinha sido gasto no desvio. Fiz muitos mais quilómetros e quase sempre em "terceira" ou "quarta".


Cheguei a casa da Kika às 20.30h de rastossssssssssssssss. Consegui fazer a viagem demorando uma hora a mais do que era suposto!!! No mapa que está aí em cima está marcado o trajecto que eu fiz. Não esquecer que a escala do mesmo é pouco ampliada e parece que o desvio nem custou assim tanto. Não esquecer também que a qualidade da estrada não está no mapa, que as curvas e contra-curvas a torto e a direito também não estão representadas e que também não aparecem nem metade das terreolas por onde eu tive que passar...

Beijos e Abraços

5 comentários:

melocoton disse...

Bela aventura.....um conveniente: descobriste um bocadinho do teu POrtugal.

Andarilho disse...

P/ Melocoton:
Com os nervos que apanhei na viagem não sei se terei aproveitado assim tão bem para conhecer o nosso Portugal... Por cada terra que passava, mais irritado ficava ao pensar que me estava a empatar o regresso a casa.

Já tinha ouvido falar muito de "Alte" e até tinha alguma curiosidade em lá ir. Passei finalmente por lá, não percebi se gostei porque passei de fugida, mas pelo menos já sei onde fica.

Beijo.

Anónimo disse...

Atribulada esta viagem de regresso...mas achei que era a tua cara:
- o facto de quereres poupar € na portagem;
- o facto de te enganares no caminho;
- o facto de não teres um mapa de estradas no carro;
- o facto de te teres distraído com a conversa e de te meteres por caminhos errados;
- o facto de não quereres fazer inversão de sentido, e refazer o caminho todo em sentido contrário;
- o facto de não conheceres um "monte de terras";
- o facto de teres chegado atrasado ao jantar combinado;
- o facto de ....
- ....

Ufff, tou cansada...
Bjs,
by, just me

P.S. Obrigada pelos comments no meu

Andarilho disse...

P/ just me:

Pois é... sempre me acontecem este tipo de coisas. às vezes nem sei se gosto que aconteçam ou se as detesto. Quando acontecem detesto, depois de passarem até acho semi-piada. Oportunista como sou, aproveito logo para meter aqui no blog.

Bjs

melocoton disse...

Deixa lá migo, o que seria da vida sem algo que detestamos? uma Seca....Desde que seja por nós controlado, claro está. Não serias tu sem estas aventuras....
:)jinhos