domingo, 3 de outubro de 2010

Qual é a minha PALAVRA?

Esta noite fui ao cinema ver um filme sobre o qual não tinha nenhuma referência a não ser que se relacionava com uma viagem que durava um ano entre Itália, Índia e Indonésia, que era com a Julia Roberts e o Javier Bardem e que devia ser um romance qualquer. E não foi mesmo só isto. Acho que foi um dos filmes da minha vida. Não me lembro de me ter identificado tanto com o conteúdo de outro filme como neste, de ler as legendas e ficar com vontade de pará-lo para pensar, de me apetecer decorar frases, de muitas vezes reconhecer-me na procura daquele tipo de coisas. Refiro-me, por exemplo, ao meu equilíbrio. À vontade permanente de o encontrar, e ao pavor de o perder.

Às tantas as personagens falam acerca das palavras que eles são. Aquela que as define, com a qual se identificam ou, simplesmente, a que lhes corresponde. Muitas pessoas associam-me à palavra “pai”, acham ser essa a minha palavra. Eu sei que não é essa. Ainda não sei qual é.

Acima de tudo o filme deu-me a sensação de conforto. A sensação de não ser eu o único com aquelas loucuras. Deu-me esperança.

Beijos e Abraços

8 comentários:

SRRAJ disse...

Também fui ver esse filme ontem, e adorei. Também me pôs a pensar. Curiosamente não dei por mim a matutar naquela que seria a minha palavra, mas sim na tal viagem interior em busca do meu equíbrio.

Beijo

PS: Já agora uma pequena achega. De todos os que conheço, e logo depois do meu, tu és o melhor pai do mundo :-)

' Claudjinha disse...

Li o livro. Achei fraquinho. mas ainda bem que gostaste do filme :)

ANDARILHO disse...

P/ SRRAJ:

Eu também não me pus só a matutar na palavra, fiquei a matutar (e por muito tempo) no filme todo.

Bj

ANDARILHO disse...

P/ ´Claudjinha:

Claro que tinhas de achar o livro fraquinho e o filme, se o fosses ver, não tenhas dúvida que também o acharias. Sabes porquê? É simples: tens 19 anos. Daqui a 20 anos, conhecendo-te como te conheço, parecendo que não eu até te conheço, irás adorá-lo.

E eu também quero ler o livro.

Beijo

Eduarda disse...

Eu também li o livro e não o achei do outro mundo e olha que não tenho 19 aninhos :))

Quero ver o filme claro e sei que vou adorar pois identifico-me em "milhões" de coisas.

Quanto à tua palavra ser pai, e reforçada por um comentário aqui, acho lindo por isso não procures outra.

ANDARILHO disse...

P/ Eduarda:

Se queres ver o filme e sabes que vais adorar como é que dizes não ter achado o livro nada do outro mundo?

Apesar de concordar que a palavra pai poderá ser uma que identifiquem comigo, eu continuo a achar não ser essa a minha.

Eduarda disse...

Não achei realmente o livro nada de especial o que não implica que tenha gostado.
Embora me identifique com algumas coisas não quer dizer que o livro seja uma obra prima, percebes?

Sei que vou gostar do filme pois de certeza vou ver com amigas e vou sair de lá com uma boa sensação mas não quer dizer que no dia a seguir me lembre disso.


Mas pronto se te confundi, esquece :)

ANDARILHO disse...

P/ Eduarda:
Pois eu em relação ao filme continuei a pensar nele no dia seguinte, coisa rara. Agora já estou na dúvida se compre o livro. Logo vejo.

Bj