sábado, 12 de março de 2011

Um dia destes a sorte deixa-me e depois quero ver. Isto porque eu já cheguei ao ponto de contar com ela como se fosse da família.

Há uns dias, nas férias do Carnaval, perdi a chave do carro. Fiquei semi-louco mas nem me importei muito porque achava que estava dentro de casa enfiada num sítio qualquer e que quando precisasse mesmo, a encontraria. Enquanto não havia esta necessidade resolvia-me com o carro da minha namorada, tendo ainda a vantagem de não gastar o meu gasóleo (gastava o dela). Na véspera das aulas recomeçarem é que me apercebi que teria mesmo de encontrá-las para poder ir trabalhar no dia seguinte. Depois de muito procurar passei do estado semi-louco ao louco, pois nem sombra da chave. Rapidamente peguei no telefone, telefonei para o stand de vendas da marca e perguntei quanto custaria uma chave nova pois eu estava só com a suplente e, esta última, não tinha comando. Depois do homem me ter informado de que não sabia bem o preço mas que a chave nunca ficaria em menos de 150 euros voltei a mudar de estado. Desta vez do louco para o ultra-louco de nervos. Para os acalmar, aos nervos, resolvi ir ao shopping da Guia com a minha namorada. Antes resolvi passar pelo carro para ver como funcionava o alarme com as chaves suplentes. Deparei-me com um bilhete escrito por um gajo com um Português do piorio a informar-me que tinha encontrado a minha chave e para que eu telefonasse para o número que estava no papel. Telefonei e tive a sorte do homem se encontrar em Armação de Pêra, que ficava no meu caminho para o shopping. Fui, peguei a chave, agradeci e pensei pela milésima vez: "tenho de ser um nadinha mais responsável com as minhas coisinhas".

Hoje fui ao Mac Donalds almoçar e deitei as chaves do carro fora, dentro do tabuleiro com o resto da comida. Em vez de ir logo para o carro, resolvi ir primeiro ao continente para dar tempo de encher o lixo e eles esvaziarem-no e eu ficar sem chaves outra vez. Na volta, passado uma meia-hora lá fui eu lamuriar-me que tinha perdido a chave, junto de uma funcionária. Fui lá dentro e a fulana teve o topete de me dizer que não tinham encontrado nada e que o lixo já tinha ido fora, para o contentor. Pensei para comigo, com um ar triste e com um leve ar de desconsolo, que devia ter tido mais cuidado... Mas não saí de lá, estive primeiro a passear pelo restaurante a desfilar com o meu ar de cachorro abandonado até que uma outra empregada me perguntou onde eu tinha deitado as chaves. Expliquei, agarrou numas luvas e meteu mãos-à-obra. Depois foi ajudada por outro funcionário que me fez o favor de não só encontrar a chave, como também de a limpar toda antes de me dar para a mão. Vá que eu ficava com as mãos sujas. Não voltava a ir ao Mac Donalds. Assim, voltarei. Não me perderam.

Beijos e Abraços

6 comentários:

SRRAJ disse...

Chama-se a isso nascer com o dito cujo voltado para a lua.

ANDARILHO disse...

P/ SRRAJ:

Ainda que tenha nascido de manhã...

Beijo

MIMICOS DA MIMIMA disse...

Rapaz! Isso sempre acontece comigo... hoje mesmo não encontrava de forma alguma a escova de cabelos... por fim e já totalmente descabelada LITERALMENTE FALANDO... acabei achando-a em minha bolsa... pode???

JS disse...

Xiça, se fosses meu filho ficavas uma semana sem comer chocolates por seres tão aluado. Como não és, aconselho-te a aprender o responso a Sto António, porque não há duas sem três e qualquer dia perdes a chave na praia e aí é que vai ser lindo!!!
Um abraço*

ANDARILHO disse...

P/ MIMICOS DA MIMIMA:

Eu todos os dias perco coisas. Todos. O que me vale é que acabo por encontrá-las. Até ao dia...

ANDARILHO disse...

P/ JS:

Mas tu julgas que eu ainda não perdi a chave na praia? Por acaso não foi a do carro, foi a de casa. E eram 3 ou 4 da manhã e a praia era a de Ipanema. Julgas que não voltei atrás, quando me apercebi já perto de casa que não a tinha e que não consegui encontrá-las? Pois pensas mal, no meio daquele areal todo encontrei a chave enterrada na areia. :)