quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não é novidade nenhuma para os que me lêem que eu levo a minha vida sem dinheiro. E porquê? Simplesmente porque compro tudo o que me apetece, independentemente de ficar ou não na miséria. Obviamente que a minha sorte é que quando eu digo que compro tudo o que me apetece, só me apetecem comprar coisas baratinhas. O que acontece é que de coisas baratinhas em coisas baratinhas, o dinheiro some. Desaparece, como que por artes mágicas. Quando dou por mim ando, mais de metade do mês com saldo negativo. Bem sei que é uma "miséria" semi-calculada, porque sei que vou receber ordenado ao fim do mês, não tenho uma grande prestação de casa para pagar, não tenho empréstimo de carro e nunca (mesmo nunca) uso o Visa se quando chegar o dia do pagamento não tiver dinheiro para o pagar na totalidade. Tenho pânico de dívidas, de pagar juros e de despesas fixas evitáveis.
Normalmente não levo o ano todo enrolado com o saldo negativo. Quando recebo o IRS, subsídio de férias ou o de Natal, regularizo tudo e o que sobra vai na íntegra para uma outra conta onde não toco a não ser para coisas importantes (viagens por exemplo, contribuição autárquica, condomínio e seguro do carro). Depois ainda levo uns tempos com a situação regularizada até voltar ao mesmo, ao saldo negativo. Este verão, não sei porquê, a situação não ficou assim tão regularizada quanto isso uma vez que no mês seguinte ao subsídio de férias já eu estava neste enredo de negativos. O julho passou, o agosto também e no fim do mês resolvi modificar tudo. Mudar da água para o vinho e ceder a todos os impulsos que envolviam gastos de dinheiro. Tudo para acabar de vez com o ciclo vicioso. Claro que se tenho negativo num mês, quando recebo o ordenado, parte é logo absorvida e nunca mais ponho fim à bola de neve.
Neste mês tenho seguido isto à letra. Ao ponto de ainda ter saldo positivo a um dia de receber o ordenado. Quase nada, nem dá para levantar com o multibanco, mas NÃO ESTÁ NEGATIVO!!!
É certo que não tenho gasóleo no carro, que não tenho nada de jeito no frigorífico e que disponho de uma lista enorme de artigos (não são essenciais, é certo) que quero comprar. Mas pronto, pelo menos amanhã, quando receber, tenho o dinheiro do ordenado todo disponível. O que me permite poder ir fazendo poupanças. Pelo menos assim espero.

Pena só ter tido esta ideia em Agosto. Entretanto em Julho, do nada, resolvi comprar um bilhete de avião. Na altura em que tinha estes impulsos. O bilhete era barato, comprou-se. É que eu precisava de conhecer Brighton. Já que estaria em Brighton, aproveitava e dava um pulinho a Londres que é mesmo ali ao lado. Resultado: parto hoje e volto Domingo. Só espero ter o bom senso de manter esta minha nova filosofia de vida que envolve gastos mínimos e a compra de artigos supérfluos reduzida ao mínimo. Só espero.

B. e A.

2 comentários:

ladybug disse...

Entendo-te perfeitamente. E desde há uns tempos para cá que vivo assim na base do negativo. Mas acredito que será uma fase e que com o subsidio de Natal...ainda que este ano seja menor, vou conseguir equilibrar as minhas contas. O emprestimo da casa vai descer um pouco (segundo pude perceber) e de resto pouco ou nada vai mudar. Terei mesmo é que me conter nas comprinhas baratas como tu dizes!

ANDARILHO disse...

P/ ladybug:

O empréstimo da casa vai descer um pouco???? Finalmente uma boa notícia. Não fazia ideia, embora não seja isso que me vá aumentar muito o poder de compra porque, como disse no post, a minha felizmente não é muito grande. De qualquer forma, de grão em grão, enche o galo o papo. ;)